China sem substitutos-Vestuário

China sem substitutos-Vestuário
China sem substitutos-Vestuário

 

 

Embora a China já não seja o único jogador no campeonato global do fornecimento  de vestuário, o país continua a ser o melhor jogador em campo – e assim deverá continuar nos próximos anos, segundo uma nova pesquisa da McKinsey & Company.

As principais descobertas descritas no relatório “The apparel sourcing caravan’s next stop: Digitization” da McKinsey sugerem que a China chegou ao topo como país de fabricação  de vestuário devido ao crescimento da procura local e à redução do tamanho da força de trabalho disponível, à medida que a população envelhece e procura empregos de maior prestígio.

Até 2025, os baixos salários vão deixar de ser o principal motivo para selecionar um destino de sourcing, segundo metade dos 63 executivos de sourcing inquiridos.

A eficiência do processo é prioritária, seguida pela flexibilidade da cadeia de aprovisionamento. As empresas estão também à procura de maior rapidez, o que está a colocar um novo enfoque no aprovisionamento de proximidade.

A automação da produção é vista como fulcral na nova orientação no aprovisionamento. Mais de metade dos entrevistados espera que, até 2025, os destinos de sourcing sejam decididos por razões de automação e não apenas com base nos custos.

No médio prazo, a China é vista por 81% dos entrevistados como líder quando se trata de digitalização da cadeia de aprovisionamento.

Aprovisionamento de proximidade e reshoring

Embora os países de mão-de-obra barata continuem a ser uma parte importante da cadeia global de aprovisionamento de vestuário, também há um foco crescente no fornecimento  de proximidade e no reshoring (empresas voltando para o país de origem)

Na pesquisa, 54% dos executivos de sourcing reconheceram que o aprovisionamento de proximidade estava a assumir maior importância. Entre os executivos sediados na Europa, 39% planeiam aumentar a participação da Europa Oriental e quase um terço planeia aumentar o aprovisionamento na Turquia.

Entre os executivos de sourcing norte-americanos, quase metade prevê aumentar o peso da América Central no aprovisionamento.

No entanto, os autores do relatório da McKinsey observam que «mesmo que o interesse no aprovisionamento de proximidade esteja em subida, não supera o foco das empresas em países de mão de obra barata, como Vietname, Myanmar e Etiópia».

Há, também, um maior interesse no reshoring, impulsionado pela necessidade de prazos de entrega mais curtos e de uma produção mais flexível para responder à customização.

Mais de um terço dos entrevistados espera incrementar o reshoring, em comparação com apenas 16%, que anteveem uma quebra. Metade de todos os entrevistados, no entanto, não prevê mudanças.

 

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