Produtividade do varejo de pequeno porte é baixa.

Produtividade do varejo de pequeno porte é baixa.
Produtividade do varejo de pequeno porte é baixa.

 

As micro e pequenas empresas de comércio no país apresentam níveis de produtividade bem inferiores à média do varejo brasileiro e esse é um dos motivos que dificultam o desenvolvimento dessas companhias no longo prazo. Em média, as micro e pequenas empresas de varejo têm uma produtividade 49,3% inferior à média do setor, considerando como produtividade a geração de receita operacional líquida por funcionário contratado.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base na Pesquisa Anual do Comércio, divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A entidade analisou dados do varejo e do atacado no Brasil, divididos entre grandes empresas (com 20 ou mais empregados) e micro e pequenas empresas (companhias com até 19 funcionários).

Existem no país 1,65 milhão de empresas de atacado e varejo. Desse total, 96,3% são micro e pequenas empresas. Juntas, elas empregam 5,72 milhões de pessoas e geram uma receita de R$ 808,4 bilhões. As grandes empresas somam 60,8 mil; juntas, empregam 4,98 milhões de pessoas e geram receita de R$ 2,18 trilhões.

Em média, as micro e pequenas varejistas geram uma receita por funcionário de R$ 141.292,00 por ano, enquanto as grandes varejistas obtêm R$ 437.085,00.

No micro e pequeno varejo, os custos com salários equivalem a 10,6% da receita gerada pelas empresas, enquanto no grande varejo, o custo da folha é de 7% da receita.

De acordo com o cálculo da FecomercioSP, a produtividade no pequeno e micro varejo é 49,3% inferior à média do setor.

No atacado, a micro e pequena empresa tem produtividade 48,6% mais baixa que a média das atacadistas.

No comércio varejista, as micro e pequenas empresas têm produtividade 39,9% abaixo da média (ver gráfico).  Fatores que desfavorecem essas companhias:  as dificuldades de acesso a crédito para capital de giro, para participar de licitações públicas, para contratar profissionais com boa qualificação, entre outras.

De acordo com a assessora econômica, fatores como esses fazem com que, atualmente, 50% das micro e pequenas empresas de varejo fechem as portas com até cinco anos de operação. 
As pequenas e médias empresas de comércio no país respondem por 53,5% dos empregos e por 27,1% da receita do segmento. 

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