Na confecção de roupa, robô ainda perde para humanos

Na confecção de roupa, robô ainda perde para humanos
Na confecção de roupa, robô ainda perde para humanos


O grupo Crystal, maior fabricante mundial de roupas, está apostando na mão de obra humana em vez da automação, enquanto tenta obter mais encomendas de clientes como as varejistas Marks and Spencer, Uniqlo e H&M.

“O manejo de materiais moles é realmente difícil para os robôs”, explica Andrew Lo, diretor-presidente da companhia.

A maior parte do crescimento ocorrerá em Bangladesh e Vietnã, para aonde a Crystal e outras fabricantes de roupas estão se mudando para escapar dos salários em crescimento acelerado na China, maior fabricante de roupas do mundo, com uma participação de mercado de mais de 30%.

O grupo Crystal foi o maior produtor de vestuário do mundo no ano passado, em volume, segundo o grupo de pesquisas de mercado Euromonitor, embora tenha uma participação de mercado de apenas 0,4% em um setor altamente fragmentado. A companhia teve um lucro líquido de US$ 145 milhões em 2017, sobre receita de US$ 1,8 bilhão.

Sediada em Hong Kong, a empresa vai usar os recursos obtidos com o IPO para ampliar suas instalações de produção de tecidos em Bangladesh e Vietnã, seus principais centros produtores.

A automação no setor de confecção é incipiente no mundo e no Brasil, disse Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). 

“Mesmo na Alemanha, que tem uma indústria de confecção muito avançada, no máximo 12% da indústria é automatizada”, observou. No Brasil, há dois projetos de confecção 100% automatizados em desenvolvimento, no Senai São Paulo e no Senai Rio.

Esse é um processo que começa agora e vai levar tempo para amadurecer. Se em 2030 15% da indústria estiver automatizada, será muito”

Valor\

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